Organização Emocional: O que ainda precisamos dizer sobre saúde mental no Janeiro Branco
- Luciana Pereira
- 26 de jan.
- 3 min de leitura
Por Luciana Pereira | Business Organizer & Mentora Espiritual - Membra e protagonista Plataforma Mães Negras
O Janeiro Branco nos convida a refletir sobre saúde mental. Mas, para que esse convite seja realmente transformador, é preciso ampliar o olhar e considerar os contextos sociais, emocionais e estruturais que atravessam o adoecimento, especialmente na vida de mulheres negras.
A saúde mental não se constrói apenas no campo individual. Ela é atravessada pela rotina, pelo trabalho, pela sobrecarga histórica e pela forma como organizamos , ou não, nossas vidas.
Por isso, falar de saúde mental também é falar de organização emocional.
Saúde mental também é organização emocional
Para muitas mulheres negras, o sofrimento psíquico não nasce da falta de força emocional, mas do excesso de responsabilidades acumuladas sem estrutura suficiente para sustentá-las.
Nesse contexto, a organização emocional surge como um recurso de cuidado prático, que ajuda a organizar prioridades, estabelecer limites, reduzir a sobrecarga mental e criar mais clareza nas decisões.
Organizar emoções não é controlar sentimentos.É criar espaço interno para respirar, escolher e seguir com mais consciência.
Quando a desorganização é sinal, não defeito
A desorganização costuma ser tratada como falha pessoal. Mas, muitas vezes, ela é apenas o reflexo de uma mente cansada, sobrecarregada e sem pausas.
Uma mente exausta tem dificuldade para planejar, perde o foco, vive em estado de urgência e sente culpa por não dar conta.
Reconhecer isso é fundamental para que o cuidado em saúde mental seja mais humano, menos culpabilizador e mais conectado à realidade.
Empreendedorismo afrocentrado e sustentabilidade emocional
No campo do empreendedorismo afrocentrado, saúde mental e organização não podem ser temas separados.
Muitas mulheres negras empreendem enquanto sustentam famílias, relações e comunidades. Sem organização de rotina, organização profissional e gestão emocional, esse acúmulo pode levar ao esgotamento e comprometer a continuidade do negócio.
Negócios emocionalmente organizados favorecem decisões mais conscientes, fortalecem a autonomia e se tornam mais sustentáveis ao longo do tempo.
Cuidar da mente também é cuidar da base que sustenta o trabalho.
Saúde mental no trabalho é responsabilidade coletiva
Quando falamos de saúde mental no trabalho, é importante lembrar que equipes não adoecem apenas por questões individuais.
Ambientes sem organização emocional adoecem quando há excesso de demandas, falta de processos claros e quando o cuidado é substituído por cobrança constante.
Promover saúde mental nas organizações envolve organização emocional coletiva, revisão de práticas e construção de ambientes mais respeitosos e sustentáveis.
Organização como prática de cuidado contínuo
Organizar não é estética. Não é produtividade a qualquer custo.
Para muitas mulheres negras, organizar é estruturar a rotina para caber descanso, alinhar vida pessoal e profissional, criar base emocional para seguir e preservar a própria energia.
Nesse sentido, a organização se torna uma prática cotidiana de autocuidado, consciência e proteção.
O Janeiro Branco nos lembra que cuidar da saúde mental não é um gesto isolado, nem um esforço individual. É um caminho construído em relação, na partilha de responsabilidades, no reconhecimento das nossas realidades e na criação de estruturas mais humanas de cuidado. Quando o olhar se amplia e o cuidado se torna coletivo, a vida encontra mais equilíbrio, sustentação e possibilidade de continuidade.

Sobre a autora
Lu Pereira é Personal Organizer com atuação em organização emocional e profissional, desenvolvendo trabalhos relacionados à saúde mental, empreendedorismo afrocentrado e à construção de rotinas mais sustentáveis para mulheres negras e ambientes de trabalho.
Luciana Pereira | Business Organizer & Mentora Espiritual
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