Da ancestralidade à atualidade, a gente quer do bom e do melhor !
- Thalita Valaião

- há 4 dias
- 3 min de leitura
Por Thalita Valaião | Orientação com Baralho Cigano e REIKI- Membra e protagonista Plataforma Mães Negras
Muito me interessa, mas pouco sei sobre numerologia, mas sei que maio traz em si a energia do número 5, que fala de transformação, busca pelo novo, liberdade... E de fato faz muito sentido já que também é o mês onde celebramos datas que tem em comum esse desejo por liberdade e melhorias, como o dia do trabalhador, a abolição da escravatura, mês das mês e de conscientização da saúde mental materna. Eu olho esses assuntos e percebo o quanto estão interligados, especialmente quando olhamos especialmente para mulheres/mães negras no Brasil.
Não temos como fugir do capitalismo, por isso precisamos criar meios de lidar com ele, afinal temos necessidades básicas a serem supridas, e é ele o sistema que nos dá fonte de renda.
Mas sim é uma relação com desigualdades sociais que não permitem com que a gente possa usufruir devidamente da renda que temos a nossa disposição, seja por ela ser mínima, seja por falta de tempo porque o deslocamento até o trabalho por muitas vezes é longo e cansativo, seja por falta de rede de apoio, seja pela combinação todos esses fatores e mais alguns.
Tenho percebido, e vivenciado , a "infelicidade" das pessoas no trabalho, o
descontentamento é coletivo. Quando entro nas redes sociais vejo uma enxurrada de memes e páginas de influenciadores sobre o ambiente corporativo fazendo sucesso. A gente aprendeu de certa forma a rir de si mesmo, mas não percebemos a força que teríamos se quiséssemos mudar essa realidade. Rir tem sido praticamente um analgésico, um jeito da gente “SURTAR COM CALMA”.
Mas entendo que isso também é consequência de anos de opressão, especialmente pra nós "não herdeiros", mulheres, mães, negras.
Essa relação de desconstrução do nosso lugar de pertencimento e merecimento foi apagado no passado, e hoje ainda carregamos dores ancestrais que tentamos aos poucos curar enquanto buscamos a cura em nós, ao mesmo tempo que também tentamos oferecer a quem está chegando um futuro e recursos melhores que os nossos, melhores condições.
Sim ainda temos medo da escassez, por isso muitas vezes aceitamos trabalhos que não oferecem um ambiente minimamente saudável. Por muitas vezes não temos tempo nem condições de escolher trabalho, queremos nossas contas em dia, não depender de ninguém, porém isso custa momentos que dinheiro nenhum consegue pagar.
Infelizmente muitas vezes ficamos presos a um trabalho exclusivamente pelo dinheiro, no entanto, sem tempo de usufruir dele, aí começa a dar a sensação de não ser dono do seu tempo...então percebe como esses sentimentos nos lembram nosso ancestrais que não eram donos de si, nem dos recursos que produziam?!
A realidade é que não temos como mudar o mundo, não de forma radical e cirúrgica e imediata como gostaria (seria um sonho, uma utopia), mas deixar de acreditar que pequenas mudanças pessoais e internas poderão refletir em novos hábitos e cenários futuros para as próximas gerações também não é uma opção pra mim.
Aliás, vemos aí o contraste de gerações escancarando na nossa cara coisas que são cantadas há muitos e muitos anos:
" a gente quer valer o nosso amor, a gente quer viver nosso suor... a gente quer do bom e do melhor".
Nossa ancestralidade, os pretos velhos, também celebrados nesse mês de maio, nos lembra de sermos gratos, pacientes e, mesmo diante das adversidades, manter a nossa fé em dias melhores. Porque muitas vezes não estamos no trabalho que sonhamos, mas existem situações que precisamos passar naquele momento, sem esquecer de onde queremos chegar e o que estamos ou não dispostos a aceitar, enfim.
Como diz a frase:
"pra quem não sabe o que quer, qualquer caminho serve",
então que sejamos donas do nosso querer e que queiramos o melhor, a nível físico, mental e espiritual, não só pra nós, mas para um todo.
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