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Preta Princesa na Semana do Brincar: encontros que fortalecem ancestralidade, cultura e educação.

A presença da Preta Princesa nas escolas durante a Semana do Brincar, que aconteceu entre os dias 23 e 31 de maio, vai muito além de uma atividade lúdica.

Trata-se de um encontro potente entre infância, cultura e ancestralidade:

um espaço onde brincar também é aprender, se reconhecer e construir identidade.

Inspirada nos princípios da Lei 10.639/2003, a proposta da Preta

Princesa promove experiências que integram o brincar às narrativas afro-

brasileiras, valorizando a história, a estética e os saberes ancestrais que fazem parte da formação do nosso país — mas que ainda são negligenciados em

muitos espaços educativos.


Durante esses encontros, o brincar se transforma em ferramenta pedagógica de resistência e pertencimento. Através de contação de histórias, músicas, expressões corporais e elementos da cultura negra, as crianças são convidadas a vivenciar outras referências — positivas, potentes e necessárias — sobre si mesmas e sobre o mundo.


O papel da educadora: quando a prática encontra a urgência


À frente desse trabalho está Andréia Souza, mulher negra, educadora e

idealizadora da Preta Princesa, que atua de forma comprometida com a

educação antirracista. Sua presença nas escolas representa não apenas uma

atividade, mas uma intervenção pedagógica estruturada, que dialoga

diretamente com as demandas contemporâneas da educação.

Sua atuação contribui para preencher uma lacuna histórica: a dificuldade

que muitas instituições ainda enfrentam em implementar, na prática, o que a

legislação já estabelece. A realidade é que grande parte dos profissionais da

educação não recebeu formação adequada para trabalhar a temática das relações étnico-raciais, o que torna iniciativas como essa ainda mais

essenciais.

Principalmente quando encontramos Gestores comprometidos, e

Coordenadores Pedagógicas que realmente contribuem para esse

importantíssimo trabalho na prática de sala de aula.


Os desafios que persistem


Apesar da relevância e urgência do tema, ainda existem barreiras significativas:

* Resistência institucional em abrir espaço contínuo para práticas

afrocentradas.

* Falta de financiamento para projetos culturais e pedagógicos voltados à

educação antirracista.

* Ausência de formação adequada para professores aplicarem a Lei

10.639/2003 de forma efetiva.

* Dificuldade de acesso de profissionais especializados, como a Preta

Princesa, aos espaços escolares.


Essa realidade revela um cenário em que a lei existe, mas sua aplicação ainda depende de iniciativas individuais e de muita insistência de quem acredita na transformação pela educação.

Por que isso é urgente?


Garantir que crianças, jovens e educadores tenham acesso a

conhecimentos ancestrais não é um diferencial — é uma necessidade social.

Quando uma criança negra se vê representada, ela amplia suas possibilidades

de existência. Quando uma criança não negra aprende sobre a cultura afro-

brasileira com respeito, ela constrói uma consciência mais justa e humana.

A Preta Princesa atua exatamente nesse ponto de transformação:

criando pontes entre o que está na lei e o que precisa acontecer na

prática.


Caminhos possíveis:


Para que essa pauta avance de forma concreta, é fundamental:

* Investimento público e privado em projetos como o da Preta Princesa

* Inclusão de formações continuadas para professores com essa temática.

* Parcerias entre escolas, secretarias e agentes culturais

* Valorização de profissionais especializados em educação antirracista.


O brincar como direito e como memória:


Na Semana do Brincar, a Preta Princesa reafirma que brincar também é

um ato político, educativo e ancestral. É no encontro com as crianças que se

planta o futuro. E esse futuro precisa ser diverso, consciente e enraizado na

nossa história. Sigamos! Pelos meus, pelos seus, pelos nossos.


Leve Preta Princesa para seu evento, agenciamento via plataforma Mães Negras do Brasil:


Andréia Souza Cássio.

Protagonista Mães Negras do Brasil,

Mãe do Davi e do Jorge.

Idealizadora e Interprete da personagem Preta Princesa.

Pós-graduada em História e Cultura Afro Brasileira e

Gestão Educacional.


Redes Sociais:

@pretaprincesabr


 
 
 

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