top of page
  • Instagram
logo dourada.png

Janeiro Branco: por que saúde mental é um tema de governança corporativa


Quando falamos em governança corporativa, muita gente imagina algo distante: regras, documentos, conselhos fechados e decisões que parecem não ter relação com a vida real de quem trabalha nas organizações. Mas, na prática, governança é algo muito mais próximo do que se imagina.

Essa é a reflexão trazida por Priscila França, especialista em Governança, Risco e Compliance, pesquisadora das relações étnico-raciais e membra do Mães Negras do Brasil


É sobre como as decisões são tomadas, quem pode decidir, o que é considerado aceitável e quais consequências essas escolhas geram. E é exatamente nesse ponto que a saúde mental entra.

Ela aparece no dia a dia, nas metas que são definidas, na forma como líderes tratam suas equipes e no que a organização escolhe enxergar ou ignorar.


“Ambientes que adoecem não surgem por acaso. Eles são construídos a partir de decisões repetidas.”

Quando o adoecimento deixa de ser individual e passa a ser falha de governança.


O adoecimento no trabalho costuma ser tratado como algo pontual, quase pessoal. Mas metas impossíveis, culturas de silêncio, relativização de assédios e excesso de cobrança não são acidentes: são escolhas que foram sendo normalizadas.


Priscila afirma que quando essas práticas passam a fazer parte da cultura organizacional, deixam de ser apenas questões de gestão e se tornam decisões de governança, porque afetam diretamente o futuro da organização.


“Uma empresa que fecha os olhos para o adoecimento está assumindo riscos: perde pessoas, perde confiança, perde reputação.”

Governança, nesse sentido, também é sobre cuidar do caminho, não apenas do resultado.


Saúde mental como risco organizacional real


Ainda é comum que o conceito de risco nas organizações esteja restrito a dinheiro, processos e contratos. Mas ambientes onde as pessoas têm medo de falar, de errar ou de existir como são também representam riscos concretos.


A observação que Priscila enxerga é que:

Racismo, desigualdades e exclusão impactam diretamente a saúde mental, o clima organizacional e o desempenho das equipes. Onde não há segurança psicológica, surgem afastamentos, conflitos, rotatividade e perda de talento.

Olhar para a saúde mental como risco não significa desumanizar o tema

“Olhar para a saúde mental como risco é assumir responsabilidade pelas consequências das decisões organizacionais.”

Compliance como cultura de cuidado


Quando o compliance é tratado apenas como regra, ele se torna burocrático. Mas quando passa a ser entendido como cultura, transforma-se em uma ferramenta de proteção.


Isso acontece quando saúde mental, equidade racial e segurança psicológica deixam de ser projetos paralelos e passam a fazer parte das decisões do dia a dia.

E isso muda profundamente a forma como as organizações funcionam

“O poder deixa de ser exercido apenas para controlar e passa a ser usado para proteger pessoas.”

Janeiro Branco: da campanha à prática


Para Priscila, o Janeiro Branco só ganha força quando deixa de ser campanha e se torna revisão prática.


“A pergunta não é ‘o que vamos postar?’, mas ‘o que precisamos rever?’”

Rever metas, estilos de liderança, formas de cobrança, tratamento de conflitos e observar dados como afastamentos, pedidos de demissão, denúncias e clima organizacional são passos fundamentais.


Quando a saúde mental entra na rotina de observação da organização, ela passa a integrar a estratégia.


Maternidade negra e o futuro da governança


Priscila reflete, que a ausência de mães negras nos espaços de decisão revela muito sobre o tipo de futuro que as organizações estão construindo.


“Não se trata apenas de diversidade, mas de perder visões importantes sobre cuidado, risco, sobrevivência e gestão da vida real.”

Nós, mães negras desenvolvemos habilidades profundas de organização, adaptação e tomada de decisão em contextos complexos. Ignorar essas vivências limita a qualidade das decisões e enfraquece a governança.


Governança forte é aquela que reconhece que incluir diferentes vivências melhora a qualidade das decisões e fortalece as organizações.


Leve essa conversa para sua organização


Priscila França atua na interseção entre direito, governança corporativa, compliance, gestão de riscos e equidade racial, apoiando empresas e instituições a construírem ambientes mais éticos, seguros e sustentáveis.


Ela pode ser contratada para palestras, formações e debates estratégicos voltados a diretorias, conselhos, áreas jurídicas, compliance e ESG.



Mães Negras do Brasil realiza o agenciamento de especialistas comprometidas com transformação institucional.

Entre em contato e leve esse debate para sua organização!

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação

© 2023 Todos os direitos reservados

Mães Negras do Brasil

CNPJ: 33.110.729.0001/70

CEP 06030-370 - Osasco/São Paulo

oimae@maesnegrasdobrasil.com

Telefone: +5511993219108

SELOS - Start.png
bottom of page